Visita a um caro amigo

chico velhoReclamei, reclamei e reclamei do preço do ingresso de Chico. E ontem estava lá, tietando e feliz. Convite de amiga do peito.

Não tenho nada novo a dizer de Chico. Todos os elogios já foram feitos. Estava fantástico, desentoando maravilhosamente, como sempre. Interage com a platéia (com acento!) o tempo inteiro, mas sem falar uma palavra! O violão parou de funcionar. Chico avisou cantando. Quase chorei em Terezinha e me emocionei com O Meu Amor. De Cálice foi só um pouquinho, o suficiente para acordar lembranças de épocas outras. chico buarque meus caros amigos

Esse disco de Chico, Cálice, me lembra o caminho até Maria Farinha. Íamos em um Fiat 147 café-com-leite que mamãe tentava dirigir (ênfase no tentava) e por mais de uma hora ouvíamos Chico, Betânia cantando Chico, Gal cantando Chico, todo mundo cantando Chico. Ontem revisitei essa época. Mesmo as músicas novas, grande parte do show, são familiares. É como se já as conhecesse. Um show de Chico é como uma visita a um caro amigo cheio de coisas novas pra dizer e de coisas antigas para lembrar.

 

 

http://www.cuakcuakcuak.com/2012/04/visita-a-um-caro-amigo/#disqus_thread

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Passarinho na piscina de Huck é notícia!

huckOk.. são oito horas da manhã e Luciano Huck posta uma foto de um passarinho na piscina. Quatro minutos, digo QUATRO minutos depois… eu já disse que só se passaram QUATRO minutos? 4?

Ah… QUATRO minutos após a publicação, 1.639 pessoas curtiram o post, 33 compartilharam e 1.028 comentaram!!! Eu disse que só foram quatro minutos não disse?

OK… estou oficialmente cismada. Vejam só, uma hora se passou: 12.763 pessoas curtiram, 342 compartilharam e 9790 comentaram!

7 horas depois: 21.058 curtiram, 665 compartilharam e 18.434 comentaram!

Eu heim… nada contra o Huck, pelo contrário, mas…

 

http://www.cuakcuakcuak.com/2012/04/passarinho-na-piscina-de-huck-notcia/#disqus_thread

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Archivarius tem a resposta!

Na realidade, escrevi esse post para meu blog de tradução, mas achei que seria relevante para qualquer um de nós que guarde muita informação e precise recuperá-la rapidamente. Reproduzo abaixo:

Nós tradutores, arquivamos toda e qualquer informação que pensamos que talvez, no futuro, em algum momento, quem sabe possamos precisar… Esse momento normalmente chega, mas e aí? Onde está? Nas inúmeras pastas que criamos para material de referência? Ou você é do tipo que, como eu, coloca quase tudo em uma só pasta, depois de desistir de criar uma estrutura que nunca funcionou?

arch geral

Pois bem, com o Archivarius, nossos problemas se acabaram!! Depois de criar uma estrutura mínima (só para acalmar nossa consciência, mas não é necessário), é só pedir e a informação que você precisa aparece magicamente. Ele indexa o conteúdo do arquivo e retorna uma lista com pequenos trechos, o que faz com que identifiquemos imediatamente se é aquela informação mesmo que precisamos. Ele indexa até arquivos de imagem!

E ainda tem mais: praticamente não tem curva de aprendizado. Ele é simples e direto, você vai usá-lo imediatamente. Clique aqui para fazer o download do versão de teste. O valor para registrar é apenas EUR 29.95. | Click here to download the trial version. After the trial expires, it only costs EUR 29.95 to register.

arch query builder

Para configurar e salvar pesquisas, tudo o que você precisa fazer é responder algumas perguntas, como mostra a imagem abaixo.

arch simplicity

Nesse exemplo, eu fiz uma busca por “sergio altenkirch”. Archivarius retornou com arquivos de imagens e texto.

arq

ARCHIVARIUS 3000
BY LIKASOFT

PS… and no, I’m not getting anything from the people at Likasoft! Alegre

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Não podemos esquecer…

Aqueles que esquecem a sua história, correm o risco de repeti-la… Dia Internacional do Holocausto

holocausto

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Protect IP simplificado

Esse vídeo simplifica e explica o que está por trás dos protestos da Wikipedia e tantos outros.

 

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patlyra.com

Eu sei que é uma frase sem muito crédito no primeiro mês do ano, mas estou me reorganizando para voltar a escrever por aqui com mais frequência. Um post exige tempo… pesquisar, procurar a foto certa, buscar links interessantes, ler e reler o texto inúmeras vezes… não tenho tido muito tempo livre para fazer tudo isso com a frequência que gostaria!

Mas não estou reclamando. Quando nasceu o Cuak! eu estava fazendo um curso de reciclagem e ainda ia começar trabalhar como tradutora. Hoje minha vida profissional e minha rotina mudaram muito e eu agora traduzo e faço revisões em tempo integral. Tenho mais trabalho do que dou conta, comecei uma pós-gradução na Universidade Gama Filho e um curso de extensão na Milktrados.

Percebi que quase todo tradutor tem um blog. Eu até tentei, mas não durou. O meu blog profissional não foi pra frente de jeito nenhum – não conseguia inspiração para escrever. Estou sentindo falta de um e resolvi tentar de novo. Durante o intervalo do curso no sábado eu registrei o meu domínio (patlyra.com) e ontem, entre uma tradução e outra, consegui montar alguma coisa… vamos ver se dessa vez pega! Como o Cuak!, começo devagar, com design “emprestado” (Karenjak) e poucos links. Vamos ver como ele vai amadurecer e que rumo vai tomar! Resolvi não fazer uma versão em português e outra em inglês. Dessa vez está tudo meio “misturado”, com as duas línguas aparecendo mais ou menos dependendo do post e do assunto. É um formato novo e estou entusiasmada para ver se funciona (eu sei, eu sei… mas sou desse jeito – fico entusiasmada com coisas assim!!). Espero ver você por lá também!

patlyra.com

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Hoje faz sete anos…

Todo mundo diz que o tempo passa rápido, mas nossa…. hoje faz sete anos que me casei. Tanto a celebrar, compartilhar, contar, curtir, viver. Achei uma animação linda com uma música mais linda ainda. Nada como Piaf para celebrar uma data especial!

Edith Piaf and Théo Sarapo, animação de Louis Clichy

 

A quoi ça sert l’amour?
(Edit Piaf)
Pra que serve o amor?

A quoi ça sert l’amour?

On raconte toujours

Des histoires insensées.

A quoi ça sert d’aimer ?

L’amour ne s’explique pas !

C’est une chose comme ça,

Qui vient on ne sait d’où

Et vous prend tout à coup.

Moi, j’ai entendu dire

Que l’amour fait souffrir,

Que l’amour fait pleurer.

A quoi ça sert d’aimer ?

L’amour ça sert à quoi ?

A nous donner d’ la joie

Avec des larmes aux yeux…

C’est triste et merveilleux !

Pourtant on dit souvent

Que l’amour est décevant,

Qu’il y en a un sur deux

Qui n’est jamais heureux…

Même quand on l’a perdu,

L’amour qu’on a connu

Vous laisse un goùt de miel.

L’amour c’est éternel !

Tout ça, c’est très joli,

Mais quand tout est fini,

Il ne vous reste rien

Qu’un immense chagrin…

Tout ce qui maintenant

Te semble déchirant,

Demain, sera pour toi

Un souvenir de joie !

En somme, si j’ai compris,

Sans amour dans la vie,

Sans ses joies, ses chagrins,

On a vécu pour rien ?

Mais oui ! Regarde-moi !

A chaque fois j’y crois

Et j’y croirai toujours…

Ça sert à ça, l’amour !

Mais toi, t’es le dernier,

Mais toi, t’es le premier !

Avant toi, ‘y avait rien,

Avec toi je suis bien !

C’est toi que je voulais,

C’est toi qu’il me fallait !

Toi qui j’aimerai toujours…

Ça sert à ça, l’amour !…

Pra que serve o amor?

A gente conta todos os dias

Histórias insensatas

Pra que serve amar?

O amor não se explica

É uma coisa assim

Que vem não se sabe de onde

E te pega de uma vez

Eu, eu escutei dizer

Que o amor faz sofrer

Que o amor faz chorar

Pra que se serve amar?

O amor, serve pra que?

Para nos dar alegria

Com lágrimas nos olhos

É uma triste maravilha

No entanto, dizem geralmente

Que o amor é decepcionante

Que de dois há um

Que nunca está contente

Mesmo quando o perdemos

O amor que conhecemos

Nos deixa um gosto de mel

O amor é eterno

Tudo isso é muito bonito

Mas quando tudo acabou

Não lhe resta nada

Além de uma enorme dor…

Tudo que agora

Lhe parece dilacerante,

Amanhã, será para você

Uma lembrança de alegria!

Em resumo, se eu entendi,

Que sem amor na vida

Sem essas alegrias, essas mágoas

Nós vivemos para nada?

Mas sim! Olhe pra mim!

Cada vez mais eu acredito nisso

E eu acreditarei pra sempre…

Que é pra isso que serve o amor!

Mas você, você é o último,

Mas você, você é o primeiro!

Antes de você não havia nada

Com você eu estou bem

Era você quem eu queria

Era de você que eu precisava

Você que eu amarei pra sempre

Pra isso que serve o amor!…

 

— Desculpem a longa ausência! I’m back!!

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A vírgula

Vi hoje no Facebook essa propaganda sobre os 100 anos da ABI – Associação Brasileira de Imprensa. Acho que ninguém vai se incomodar se eu republicar aqui…

virgula 

Vírgula pode ser uma pausa… ou não.
Não, espere.
Não espere…

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode criar heróis…
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

Detalhes Adicionais:
SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.
* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER…
* Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM…

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O descanso de domingo, o direito de manifestação, o medo dos governantes e o horror aos trios

Domingo é o dia universal do descanso. É, eu sei que tem gente que trabalha aos domingos – eu mesma faço isso muitas vezes, mas vamos deixar isso de lado neste post, assim como a discussão sobre os direitos básicos da população que, é óbvio, são muito mais importantes do que o meu direito a um domingo normal. Bom, com isso fora do caminho do post…

Pela primeira vez vou usar este blog como tribuna.
Eu moro nos arredores da Avenida Boa Viagem em Recife.
Não vou entrar no mérito do valor do IPTU cobrado aos moradores da região, que é altíssimo.
Não vou entrar no mérito do direito de manifestação do cidadão, que é irrefutável.
Não vou entrar no mérito das causas, cada um tem a sua, justa ou não.

Só vou entrar no mérito do meu direito de ir e vir,
de não ter um trio elétrico gritando na frente da minha casa todos os domingos,
da minha sobrinha dormir até mais tarde no único dia que não tem aula,
de meu filho assistir televisão sem ter que colocar o volume no máximo,
de não ter que ligar o ar-condicionado o dia inteiro para abafar o barulho,
de conseguir trabalhar em casa se precisar,
de conseguir chegar a um hospital se estiver doente,
de ter um almoço de domingo normal.

Hoje é o quarto domingo seguido que grandes eventos são realizados na Avenida Boa Viagem.
Todos com trios elétricos.
Todos com causas justas.
Diversidade sexual, passeata religiosa, passeta religiosa pela paz, câncer de mama.
O meu problema não é a causa. O meu problema é a autorização dada pelos “administradores” de nossa cidade para a realização de todo e qualquer evento, sem nenhum respeito aos moradores da região. Eles não querem se indispor com ninguém e nós pagamos o pato.

Não adianta reclamar sem dar alternativas. Esses eventos devem acontecer. Mas não podem ser em áreas residenciais, e não podem sempre acontecer na mesma área residencial.
Em primeiro lugar, a segurança da população. Quando eventos assim acontecem, tem que ter um caminho para se chegar aos hospitais. Como o bairro é configurado, o doente morre antes de chegar a um médico, já que em vários trechos da avenida não temos outras vias de acesso e a maioria dos hospitais é fora.
Em segundo lugar, o barulho. Em uma das mais “animadas” passeatas, há alguns meses, contei 16 trios. Com o volume no máximo. A tortura terminou às 18 horas.
Em terceiro lugar, a democratização. Por que sempre é o mesmo bairro a sofrer as consequências? Por que pagamos o IPTU mais alto? Não queremos mais nem menos do que o morador do bairro vizinho.

Pronto! Já desabafei!
A patrulha pode começar a me chamar de elitista por que estou defendendo o direito dos moradores de Boa Viagem… :-)

Diz alguma coisa, vai!!

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Tolstoi de metrô

lendoHoje segui um link que a minha querida Carminha Duarte mandou. Era uma pequena crônica escrita por Maria Júlia, sua filha, jornalista do Correio Braziliense. A crônica, chamada Sopa de Letras, fala de pressa e bons livros. Coisas que não combinam. Fala também das saudades de curtir as palavras com calma. O que Maria Júlia fez com Mme Bovary, eu fiz com Anna Karenina, na rede da casa de Tia Mércia em Caruaru. Escolhido a dedo entre uma enorme coleção de clássicos, o nome me chamou a atenção. A coleção, não sei que fim teve, mas era linda, vinho e dourada, de capa dura (ô saudades!) na estante da casa de meus tios. E da Caruaru de Vitalino eu viajei para a Rússia de Tolstoi e essa viagem me levou a tantas outras.

Mas Maria Júlia diz outra verdade… hoje eu não leio mais assim, aproveitando as vírgulas e absorvendo as palavras. Eu não curto cada degrau que o primo Basílio subiu para chegar no alto das escadas. O ritmo do nosso dia-a-dia me tirou esse prazer. Só que agora que voltei no tempo e me vi de novo no meio das páginas maravilhosas de Tolstoi e de tantos outros que moram na minha lembrança, eu quero essa sensação de novo. Vou começar relendo, é claro, Anna Karenina. Anna Karenina que já li e reli em português, em inglês, em capa dura e paperback, na rede de Tia Mércia e no metrô de Londres. Agora vou ler de novo, mas com calma, como merecem os bons livros.

 

Diz alguma coisa, vai!

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